Saliva e areia
Cegado seguiu aquele coração
Diante da dor, clicou esta opção
Por tão má sorte, ensaiou a morte
Traído duplamente pelo sangue
Ah... o sangue...Já não corre pelas veias
Apenas caminha trôpego (na dor que decidiu não sentir, não esgotar...)
Quem dera um pouco de saliva e areia
Para fazer aquele coração, outra vez,de esperança e de paz, pulsar
No desespero em não sentir o que sentia
Decidiu multiplicar sua agonia
Roubando, de onde encontrasse,
A esperança, a paz, o amor e a alegria
E teve êxito, mas não eterno...
O amor, sua sede, seu desejo
Mas cada canteiro que plantou
Com dissimulação os regou
O regador? O medo. Medo do risco, do riso, da dor...
Dos céus, uma Luz brilhava
E convidava todos os corações feridos
Acolhia todos os corações traídos
Inclusive aquele coração moído
Mas ele já não enxergava... não enxergava!
Ó Luz dos céus, em socorro, brilha ainda mais forte
E talvez se lhe rasguem aquelas escamas!
Cuspa-lhe os olhos e interrompa este ciclo de morte
Porquanto Tu o amas (e como o amas!)
Drena a dor daquele coração e desobstrua-lhe as veias
O caminho por onde passa o perdão, a paz, a vida...
Basta-lhe um bolinho de saliva e de areia.
E que o Teu resplendor destrua a noite, as densas trevas
E ressuscite-o, acorde-o do sono, antes que venha o sono eterno
Pois enquanto este não vem, a esperança de melhores dias está sempre à porta...
Ó Divina Luz, eu te vi, eu te vi à porta! (daquele coração)
Shirley Fragoso - 10 de dezembro de 2008 - 07h26min
* Para um amigo especial! O primeiro corte para sua cura!

Um comentário:
menina... vc tem um talento e tanto...
parece q estou interpretando grandes classicos... q nem no cursinho qdo o professor explicava em ql circunstancia o autor escreveu aquele texto...
está de parabens... registre e escreva um livro.. procure um jornal da cidade para escrever alguma coisa.. vc tem mto talento.. nao pode deixarmorrer...
bjs
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